Bichado

A monitorização da população do bichado (Cydia pomonella) é essencial porque esta é uma espécie que pode provocar estragos significativos nos frutos, requerendo, se necessário, medidas específicas de controle.

A Quinta das Tílias tem cinco armadilhas delta com feromona para atrair as borboletas do bichado (machos) e estimar a respectiva população. As observações são feitas duas vezes por semana, uma à quarta-feira e outra ao Sábado (ou Domingo). Em cada observação as borboletas capturadas são retiradas. Se uma observação não for feita, o número de borboletas retiradas na observação seguinte é relativo a uma semana inteira.

Na coluna Tc>15 regista-se o número de dias com temperatura corpuscular (pôr-do-sol) superior a 15ºC verificados desde a data da observação anterior (no caso da primeira, desde a instalação das armadilhas). Desde a captura dos primeiros machos até à emergência das larvas passam 12 dias se a temperatura corpuscular for superior a 15ºC.

Eis a tabela de observações para 2026:

Instalação das armadilhas Delta em 2026: 22 de Abril. A data alvo era 15 de Abril, mas, devido a um erro no envio, apenas estiveram disponíveis a 22. Como Abril foi quente e seco, o desenvolvimento do bichado deverá ter acontecido cedo, pelo que as armadilhas deveriam ter sido colocadas ainda durante a primeira quinzena de Abril.

Entre 25 de Abril e 10 de Junho não se consegue identificar uma clara ocorrência de gerações em períodos temporais definidos. O pico de 31 de Maio poderá não ser significativo, por se tratar apenas de um ponto e ter sido determinado sobretudo por uma a duas das cinco armadilhas. A partir de 10 de Junho parece observar-se uma clara tendência de subida, ainda que as discrepâncias entre armadilhas continuem a ser grandes. As das Várzeas apresentam números mais baixos, o que por certo está relacionado com o facto de ser uma área maior e com menor exposição ao “mundo exterior”. A 20 de Junho, contudo, as capturas caem abruptamente para zero em todas as armadilhas. A 5 de Julho observa-se um número elevado de capturas em quase todas as armadilhas que se confirma na leitura seguinte, parecendo indicar uma consistente tendência de subida. Como consequência, a partir de meados de Julho torna-se obrigatório tratar. Entre 17 e 23 de Julho as médias mantêm-se elevadas, embora com grande dispersão entre armadilhas. Particularmente notória é a armadilha da Várzea de Cima, sem capturas desde 12/7. No final de Julho (30) a média continua elevada, mas enquanto nas Várzeas e no Pedaço os valores são baixos, no Pedregal e na Benfeita estão bem acima da média. Esta tendência parece ter sido interrompida a 13/8. A 17 atinge-se a média mais elevada do ano, muito por “culpa” do Pedregal, embora com a ressalva do costume: esta pequena parcela tem uma vizinhança de árvores de fruto sem controlo do bichado, e é muito fácil que as borboletas daí oriundas sejam atraídas para a armadilha instalada na parcela. Mas, mesmo nas restantes parcelas, é evidente que a população do bichado atinge máximos em Agosto.

Nota: Por avaria da estação meteorológica, a coluna Tc>15 não está preenchida até à data de 6 de Maio.