Em Novembro os trabalhos no pomar fizeram uma pequena pausa e foi tempo de umas “escapadas” à floresta, sempre carente de trabalhos de manutenção e melhoria. Na Fonte do Porco e no Lousadelo realizaram-se trabalhos de desbaste de mimosas e as ramadas foram trituradas. Noutros locais houve corte de silvado e fetos, para descobrir árvores pequenas, que nos primeiros anos sempre têm dificuldade em lidar com a concorrência.


No final do Outono, já em Dezembro, foi tempo de visitar os caixotes-ninho instalados na vizinhança dos pomares, verificar se foram usados e limpar os materiais do ano anterior. Usados, foram quase todos, só que nem sempre pelas aves. As aguerridas formigas são visitantes frequentes e, ocasionalmente os ninhos são ocupados por estruturas mais invulgares.


De volta ao pomar, ainda em Dezembro, iniciou-se o principal trabalho do Inverno: a poda. Trabalho exigente e demorado, às vezes uma árvore pode levar 10 minutos a podar. É necessário olhar para ela, apreciar a forma dos seus ramos, ver se há cruzamentos, lançamentos demasiado verticalizados ou mesmo verticais (chupões), avaliar se chega luz suficiente a todos os lançamentos frutíferos, se há muitos botões florais, podendo produzir demais e gerando frutos pequenos ou quebrando ramos, se a árvore está alta demais, ou se tende a invadir a entrelinha… E, depois de tudo analisado, cortar, com tesoura, serrote ou tesourão. Mas não cortar de qualquer maneira, que a poda tem as suas regras de ouro. No final, proteger os cortes mais extensos, e… está pronta para a Primavera!
Os trabalhos de poda continuam durante todo o Inverno!
Bom Ano de 2026!

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